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O que é o Fluxo de Caixa?

Introdução

Por se tratar de algo extremamente importante para toda e qualquer empresa, abordaremos este tema criteriosamente e aceitarei sugestões e críticas de quem tiver. Meu intuito é tornar este tema o mais claro possível.

O que é?

Em Finanças, o fluxo de caixa (designado em inglês por “cash flow”), refere-se ao montante de caixa recebido e gasto por uma empresa durante um período de tempo definido, algumas vezes ligado a um projeto específico.

Existem dois tipos de fluxos:

  • Outflow – de saída, que representa as saídas de capital, subjacentes às despesas de investimento.
  • Inflow – de entrada, que é o resultado do investimento. Valor que contrabalança com as saídas e traduz-se num aumento de vendas ou representa uma redução de custo de produção etc.

Calculam o valor acumulado entre as receitas previstas e as despesas durante determinado período. Para isso:

  1. Escolher um período de tempo para o estudo
  2. Reunir os valores totais das receitas obtidas para cada período, do total de períodos em estudo
  3. Reunir o total de custos para o projecto, nos períodos correspondentes aos estudados no 2º passo
  4. Efetuar a soma dos valores positivos do 2º passo com os valores negativos do 3º passo
  5. Tomar a soma de acumulados dos valores obtidos no 4º passo

Período de estudo: período de tempo a que reporta o levantamento de todos os “outflows” e “inflows” relacionados com o projeto.

Na Contabilidade, uma projeção de fluxo de caixa demonstra todos os pagamentos e recebimentos esperados em um determinado período de tempo. O controlador de fluxo de caixa necessita de uma visão geral sobre todas as funções da empresa como: pagamentos, recebimentos, compras de matéria-prima, compras de materiais secundários, salários e outros, porque é necessário prever o que se poderá gastar no futuro dependendo do que se consome hoje.

Um exemplo: se uma pessoa recebe R$ 5.000,00 mensais (ou R$ 60.000,00 anuais) e gasta algo equivalente a isso com as despesas correntes, seu fluxo de caixa é de igual valor. Com esse fluxo de caixa ele poderá se planejar para o futuro de curto prazo, ele também estaria impedido de tomar empréstimos vultosos, comprar bens de alto valor ou empreender projetos acima de R$ 100.000,00, por exemplo. Para uma entidade jurídica, essa medida de fluxo de caixa é idêntica. Portanto, o fluxo de caixa “mede” o valor do negócio em que a empresa vem operando.

Não importa se a entidade é gigantesca ou pequena demais, o valor desse empreendimento estará no seu fluxo de caixa, ou melhor, se ambas tiverem um Fluxo de Caixa de, digamos, 1 milhão, ambas terão o mesmo valor de mercado, pelas trocas de ativos que eles realizam com o mercado serem idênticas.

Apesar do nome, as contas-correntes da empresa tem o mesmo comportamento do seu caixa e seu movimento faz parte desse fluxo de caixa. O que não pode ser considerado é a transação de depósito ou saque bancários, ou melhor, as transações entre Caixa e Contas-Correntes não são computadas.

O fluxo de caixa é uma ótima ferramenta para auxiliar o administrador de determinada empresa nas tomadas de decisões. É através deste “mapa” que os custos fixos e variáveis ficam evidentes, permitindo-se desta forma um controle efetivo sobre determinadas questões empresariais.

Existem várias medidas com capacidade para caracterizar a rentabilidade de um projeto de investimento: os resultados do exercício (do projeto) são, à primeira vista, a medida de rendibilidade por excelência da atividade do projeto. Acontece que os resultados do exercício (o lucro) são uma medida que depende de vários procedimentos nomeadamente do registro contabilístico adotado (como o método de valorização das existências, das amortizações e reintegrações, etc), de tal forma que existem, em geral para a mesma empresa e para o mesmo exercício, duas medidas distintas do lucro, uma para a administração fiscal e outra para os acionistas.

As diferentes medidas dos resultados do exercício (lucro) induziriam, caso se utilizasse o lucro como medida de rentabilidade do projeto, que se considerasse um bom projeto em um mau projeto. Para evitar a dependência da medida de rendibilidade do projeto do procedimento contabilístico, utiliza-se como medida de rendibilidade do projeto o cash-flow.

O conceito de cash-flow designa os fluxos líquidos gerados pelo projeto que assumem a forma de numerário. A vantagem do cash-flow relativamente ao lucro é que o cash-flow é um conceito objetivo, bem definido, que é registrável de forma inequívoca. Os recebimentos e os pagamentos efetivos em numerário são os registros relevantes para a medição do cash-flow. Na definição do cash-flow é importante identificar os recebimentos e pagamentos do projeto em numerário, bem como o período de tempo em que esse fluxo é gerado, dado que o dinheiro tem valor no tempo. Este conceito é desagregável no projeto de investimento em: Cash-flow de investimento e Cash-flow de exploração. O cash-flow de investimento obtém-se a partir do plano global de investimento, e o de exploração a partir do plano de exploração previsional. Estes conceitos são distintos e medem coisas distintas. Se pretendermos medir a rendabilidade devemos usar o conceito de cash-flow; se pretendemos medir a liquidez devemos utilizar o conceito de fluxo de tesouraria.

Ciclos financeiros

Os fluxos financeiros podem ser divididos em três ciclos principais: o ciclo de investimento, o ciclo operacional e o ciclo das operações financeiras, no qual este, o ciclo de operações financeiras, é composto por operações de capital e operações de tesouraria.

Atividades de investimento, englobam a aquisição e alienação de imobilizações corpóreas e incorpóreas.

Em aplicações financeiras não se considera como equivalentes de caixa: pagamentos e recebimentos relativos à aquisição e alienação de imobilizações, pagamentos e recebimentos relativos à aquisição e alienação de partes de capital, de obrigações e de outras dividas, adiantamentos e empréstimos concedidos e seus reembolsos, pagamentos e recebimentos inerentes a contratos de futuros, opções e de SWAP, exceto quando tais contratos constituem atividade operacional ou sejam classificados como atividades de financiamento.

Atividades operacionais são o conjunto de atividades que formam o objeto da empresa. No qual gera no balanço contas de ativo circulante e de passivo circulante, contas a receber e a pagar no curto prazo.

Atividades de financiamento, resultam de alterações na extensão e composição dos empréstimos obtidos e do capital próprio da empresa.

Métodos de elaboração da demonstração dos fluxos de caixa

A demonstração de fluxo de caixa pode ser elaborada por dois métodos diferentes, desde que não seja uma empresa cotada, uma vez que a CMV exige que as empresas cotadas usem o método direto.

Método Direto: Divulgam-se os principais componentes dos recebimentos e pagamentos de caixa em termos brutos, pelo ajustamento das vendas, custo das vendas e outras rubricas.

Método Indireto: Consiste em ajustar o resultado líquido do exercício dos efeitos das transações que não sejam a dinheiro, acréscimos e diferimentos relacionados com recebimentos ou pagamentos futuros e contas de proveitos ou de custos relacionados com fluxos de caixa respeitantes às atividades de financiamento e investimento. (foca as diferenças entre o resultado líquido e os fluxos de atividades operacionais).

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